janeiro 17, 2014 | Posted in:Compras em Paris, Cultura Francesa, Pontos turisticos

 

Ola pessoal !

Mais um tema polemico « made in Brazil »…

Enfim como seria encarado este problema por aqui, na terra da “Liberté, Egalité et Fraternité”.

Bom, não vou dar a minha opinião sobre o rolezinho no Brasil, porque não é este o intuito deste artigo. Vou fazer somente uma comparação de como este problema seria resolvido por aqui (de acordo com as leis).

1.Qualquer manifestação publica com mais de 20 pessoas tem de ser declarada com antecedência na policia ou no caso daqui, na Mairie (especie de sub-prefeitura, pra simplificar) – tem de ser autorizada por escrito. Tem de ter um “líder” e o nome do mesmo fica registrado como responsável caso haja algum problema. Isso aconteceu com a manifestação anti casamento gay, por exemplo, que o pessoal fez uma estrago grande nos jardins dos Champs de Mars (o espaço verde atras da torre Eiffel). Acabaram sem conseguir nada, só uma conta de 100 mil euros pelo estrago.

Então, onde esta a liberté?? Bom como junto há também a Igualité, é igual pra todo mundo: quebrou, estragou coisa que não é sua, você paga e pronto. Igual pra todo mundo.

  1. Em ambientes comerciais, quem manda é o dono (loja ou restaurante não é um local publico, e sim coletivo, que são coisas diferentes). Aqui não tem essa de chegar um grupo de 10 em um café, sentar em uma mesa e pedir somente um café e os outros ficarem só olhando. São postos pra rua, porque o espaço é pra clientes. Se você não consome você não é cliente.

  2. Em museus, por exemplo, qualquer grupo maior de 15 pessoas exige reserva e o nome do guia ou responsável. Grupos entram por porta especial e as vezes tem um funcionário do museu pra acompanhar caso eles não estejam com um guia credenciado pelo governo.

    Não tem essa de chegar um grupo de 200 pessoas como se fossem “individuais”. Individuais são casais, pessoas sozinhas e famílias de no máximo 8 pessoas. Mais do que isso é considerado “grupo”.

  3. Restaurantes só aceitam “grupos” com reserva. Eu mesma, como guia, tenho de fazer esses procedimentos mesmo já conhecendo o pessoal nos museus, restaurantes, etc. Quando eu estou com um grupo de 12 pessoas por exemplo, eu entro primeiro, sozinha no restaurante e pergunto se é possível eles nos atenderem sem reserva. Se não for, paciência. Mas tem de pedir permissão.

  4. Lojas: grupos de mais de 15 pessoas precisam de reserva ou pelo menos de autorização. Você não pode simplesmente “invadir” uma loja com um grupo sem avisar que esta fazendo e sem ter permissão.

  5. Centro comercial aqui é local de compras e os “visitantes” são bem vindos para conhecer, mesmo sem comprar nada, porém desde que não atrapalhem o fluxo normal do comercio do local. Grupos grandes precisam de autorização dos seguranças pra entrar e tem de deixar o nome do responsável.

  6. Manifestações culturais, danças, musica e gritos não são permitidos em locais públicos sem ter autorização. Voce ve gente dançando e cantando aqui pela rua a até dentro do metro, mas qando a policia chega eles tem de sair. Somente os que tocam nos corredores do metro tem autorização, os que estão dentro dos vagões não. Existem musicos e grupos tocando nas ruas que tem autorização.

  7. Existe código de etiqueta na vestimenta. Aqui quem cria o código de como as pessoas devem se vestir é o dono do local. Se ele não permite pessoas com roupa de praia no estabelecimento, pessoas com roupas de praia serão barradas. Ponto final.

Bom, estou falando de regras básicas de bom comportamento que devem ser seguidas aqui na França. E logico que as leis não são as mesmas que as do Brasil.

Eu já fui expulsa (como guia) de museus e restaurantes por causa de grupo falando muito alto em museu, e por sentar em restaurante e o pessoal olhar o cardápio e não querer nada. No caso do restaurantes eu fui pedir desculpas ao dono por levar o pessoal, disse que não sabia que eles não iriam consumir, e com o museu escrevi uma carta pedindo desculpas ao diretor.

Enfim, eles são os donos e eles dão as regras. Cabe a gente respeitar.

Repare que em momento algum eu falei em “racismo” aqui. A gente no Brasil esta acostumado a encaixar tudo como “racismo”. Eu mesma sou acusada de racismo frequentemente por “escrever sobre a França”. Recebo e-mails me ameaçando de processo, etc.

Enfim, Aqui na França, se você não sabe se comportar ou não segue as regras, tanto faz de que raça você é. Se você se comporta bem, você é bem vindo, se não, não é.

A gente não vai à casa de um amigo aos gritos, levando 100 pessoas sem avisar né? Ele também não iria gostar, mesmo conhecendo você e sendo seu amigo.Portanto o mesmo acontece nos estabelecimentos comerciais.

Aqui na França o dono do local é o “dono da casa”. Voce é apenas um convidado.

Enfim, este artigo é mais pra divertimento e considerações sobre um assunto que esta se ouvindo falar muito no Brasil. Eu não sou estou dando a minha opinião sobre os acontecimentos no Brasil, so estou comentando como seria se fosse por aqui. A principio nem deixariam acontecer.

Alexia é brasileira e vive em Paris. Formada em Historia (mestrado) e turismo (curso técnico) com especialização em Guia turistico. Oferece serviços de guia e organisa circuitos guiados pela Europa. Formação em Gestão e Contabilidade e em musica também :) Contato: alexiaoliveira@artdeviv.com

30 Comments

  1. Danilo
    janeiro 23, 2014

    Alexia,

    Ao ler em um post antigo seu que as suas bolsas duram 5 anos de uso, fiquei curioso para saber se as bolsas francesas de marca, como Louis Vuitton, aguentam peso excessivo, que é justo o que destrói as bolsas de minha noiva.

    Parabéns pelo blog, é raro encontrar informação com tamanha qualidade na internet.

    Abraço,

    Danilo

    • Alexia Oliveira
      janeiro 23, 2014

      Oi Danilo
      tudo bem? Obrigada pelo elogio.
      Pra mim bolsas tem de durar bem mais do que 5 anos, principalmente bolsas caras. Se não, não justifica o investimento. Eu tenho uma margem tipo 5 anos para botas, 5 anos para casacos, 10 anos para bolsas; 20 para carteiras, etc.
      Eu acho que tudo depende das bolsas. Eu nunca colocaria mais de 3 ou 4 kilos em uma bolsa que seja feita para festa, pequena, mas as grandes tem de aguentar algum peso.
      Eu tenho uma bolsa (Noé Grande – louis vuitton) que é toda de couro e tem mais de 10 anos (de muito uso), e aguenta brincando uns 5 quilos. Mas não são todas e depende muito do tempo que a pessoa vai carregar este peso (eu nunca colocaria 5 quilos em uma speedy, mas 2 quilos ela aguenta). Passar o dia inteiro carregando uma bolsa pesada destroi a bolsa e e a coluna da pessoa. De qualquer forma, se uma bolsa tipo Louis Vuitton ou Longchamp estragam, arrebentam a alça, estragem o fecho, é so ir na loja que eles concertam (a longchamp cobra, a Louis Vuitton não).
      Acho que seria isso.
      Abraços
      Alexia

      • Danilo
        janeiro 24, 2014

        Mulheres guardam o mundo na bolsa. Acabo eu muitas vezes carregando uma bolsa feminina quando estou junto de minha noiva.

        Muito obrigado pela informação. Agradeço a atenção.

        Abraço,

        Danilo

  2. Eliana
    janeiro 23, 2014

    Alexia, ótimo post! E no calor do momento. Tambëm vou publicar no meu face, ok? ABS

    • Alexia Oliveira
      janeiro 23, 2014

      Oi Eliana!

      Publique sim!
      Obrigada!
      bj
      Alexia

  3. alexandre
    janeiro 23, 2014

    Oi, Alexia!
    Nada contra sua percepção mas acho que o fenômeno brasileiro merece ser visto com mais profundidade. Não custa lembrar que a França civilizada e igualitária de hoje nasceu de um enorme rolezinho ,há uns duzentos anos, promovido por uma camada miserável da população, com direito a umas várias cabeças guilhotinadas. Naquela época, a desigualdade francesa era mais ou menos a mesma do que se vê no Brasil atualmente. Nosso país, de fato, tem um enorme caminho pela frente.

    • Alexia Oliveira
      janeiro 23, 2014

      Ola Alexandre
      A França tem os mesmos problemas qque os outros paises, ha sim desigualdade aqui(não tanto como o Brasil mas tem). Achar que so porque a frança tem como moto “liberté, Egalité et fraternité” estas sejam as palavras que descrevem o pais é o mesmo pensar que o Brasil é a terra da “ordem e do progresso”.
      A revolução Francesa foi promovida pela alta burquesia, (maçonaria, etc). O povão foi somente massa de manobra, como sempre, manobrada pela midia ( a imprensa era livre neste periodo) .A Revolução francesa colocou o mundo na era moderna, mas não conseguiram logo em seguida manter uma republica, e tivemos aqui pior do que monarquia, um Imperio (leia-se Napoleão).
      Os comerciantes dos centros comerciais não podem ser comparados com a monarquia francesa pre revolução. Isso sim é que tem de ser visto com mais profundidade. Se alguém que tem uma franquia ou lojinha qualquer, empregados,trabalha o dia inteiro etc. dentro de um shopping é considerado alguém que “merece ser guilhotinado” rsrs, então os valores brasileiros estão mesmo completamente equivocados. Vamo parar todos de trabalhar, pegar uma bolsa alguma coisa, e vamo que vamo pros rolezinho. Pra que tentar ganhar a vida honestamente ne? Essa de achar justificativa pra tudo se pode fazer, como eu ja disse em outro comentario. Até quem rouba tem a sua “justificativa”.

  4. alexandre
    janeiro 23, 2014

    Oi, Alexia!
    Nada contra sua percepção mas acho que o fenômeno brasileiro merece ser visto com mais profundidade. Não custa lembrar, porém, que a França civilizada e igualitária de hoje nasceu de um enorme rolezinho ,há uns duzentos anos, promovido por uma camada miserável da população, com direito a umas várias cabeças guilhotinadas. Naquela época, a desigualdade francesa era mais ou menos a mesma do que se vê no Brasil atualmente. Nosso país, de fato, tem um enorme caminho pela frente.

    • Sidinei Lander da Silva Pereira
      janeiro 24, 2014

      Como disse em minha mensagem anterior, Alexia: ignore esses absurdos. Tu e teu blog são MUITÍSSIMO MELHORES do que muito do que se lê e vê na WEB hoje em dia.
      Quanto aos “leitores” que falam em 1º de Maio e Bahia apenas um recado: estão lendo o blog errado. Só isso.
      Afinal ninguém vai a uma churrascaria no intuito de saborear a culinária vegetariana…

      • Alexia Oliveira
        janeiro 24, 2014

        Ola Sidinei!

        Afinal ninguém vai a uma churrascaria no intuito de saborear a culinária vegetariana…

        Falou tudo!
        Abraços
        Alexia

  5. Etienne Antônia Magalhãe Nunes
    janeiro 21, 2014

    Oi, Alexia, minha conterrânea!
    Interessantíssimo esse post no teu Blog.
    “Civilização” é outra coisa, não?!
    Um lugar onde as regras valem e a conduta das pessoas reflete sua educação e cultura é tudo de bom! E que educação…e que cultura!
    Fazer o quê, se estamos anos-luz atrasados e nossos valores são distorcidos?!? Pelo menos o da maioria das pessoas que detêm o poder nesse país!
    Como já cantaram Fagner e Toquinho, juntos, em uma linda música da qual não lembro exatamente o autor…”lindo e triste Brasil”.
    Enfim…agora temos é que correr para dar conta de tudo que está atrasado para a copa…hehehe…e o “rolezinho” também faz parte desse contexto. Poooode ?!?!?

    • Alexia Oliveira
      janeiro 21, 2014

      Ola Querida Etienne!

      Sinto falta dos nossos emails.
      Tudo bem com voce? E com a nossa terra? Ja sei que esta muito calor.
      Bom, o nosso pais é muito novinho, vamos ver se um dia pega no tranco. rsrs. Mas a a atitude dos governantes tem de mudar.
      Educação é coisa seria e o governo deveria investir nisso.
      E a copa… vamos ver se acontece sem transtornos… Infelizmente alguns brasileiros querem é ver o circo pegar fogo, e se puderem ajudar a esculhambar, o farão…

  6. Catia Sintinella
    janeiro 21, 2014

    Alexia, voce conseguiu desfazer um nó na minha garganta, retratando nas suas palavras meus pensamentos. Moro no sul da França há 2 anos, tenho 2 filhos em idade escolar (primário e ginásio – para o povo de antigamente como eu…) e fiquei muito feliz porque pela primeira vez eles não foram tratados como “esquisitos” pelos amigos. Explico: aqui o professor é autoridade na sala de aula, ele fala, alunos escutam, e devem pedir permissão para ter a palavra. Quando alguém mais velho entra na sala de aula, todos se levantam em sinal de respeito – pode parecer arcaico pra muitos, mas são esses pequenos gestos que formam a grande base da educação pautada no respeito ao outro. Se fazem bagunça no restaurante da escola, ficam para limpar e arrumar – certíssimo – devem aprender sobre causa e conseqüência. E se tentarmos resumir as leis daqui podemos afirmar que nada mais são do que a preservação do direito do indivíduo. No Brasil, eu lutei muito para manter o que considero o mínimo de educação para meus filhos, foi um período muito difícil porque tudo o que eu ensinava era visto pelos coleguinhas como “bobagens”. No Brasil, ouvimos constantemente críticas ao Estado, e são legítimas, mas gostaria de ver e considero extremamente necessário a auto-crítica sobre as atitudes dos cidadãos para fazer com que os direitos e deveres sejam respeitados e aplicados. É um processo longo, exaustivo, mas precisa começar e se manter, e o primeiro passo é justamente trocar a postura de vítima pela de cidadão, dentro e fora de casa. Muito obrigada pelo post, Alexia, seu blog é conteúdo de qualidade para quem tem educação, e para os demais, deveria ser utilizado como aprendizado. Um beijo carinhoso.

    • Alexia Oliveira
      janeiro 21, 2014

      Ola Catia

      Obrigada pelo seu testemunho. Os seus filhos com certeza irão agradecer, e muito, a oportunidade que voce esta dando a eles de poderem estudar aqui, e aprendendo. Eu vejo por todo os lados aqui os pais realmente educando os filhos a respeitarem os outros, fazem questão de que eles cumprimentem as pessoas no elevador, digam “bonjour madame”, etc. Infelizmente no Brasil, voce é taxado de autoritario se tenta “obrigar os filhos” a terem um minimo de boa educação.
      Essa de se comportar como bem entender, sem respeito a nada e depois, caso não sejam bem recebidos, colocar a culpa no racismo, é uma coisa comum. Como eu ja disse, temos de respeitar para ser respeitados, e tratar bem para sermos bem tratados.
      bjos Catia, e volte sempre ao artdeviv. Não tive tempo de seguir com as nossas conversas, estou cheia de passeios, mas volto a entrar em contato em breve.

    • Sidinei Lander da Silva Pereira
      janeiro 24, 2014

      Belíssimo teu comentário, Catia Sintinella.
      Por razões como as demonstradas em tua mensagem é que desejo ardentemente fazer as malas e embarcar DEFINITIVAMENTE para a França!!!!

      • Catia Sintinella
        janeiro 27, 2014

        Olá, Sidney
        Obrigada. Espero que voce venha mesmo, ainda mais se tiver filhos. Nem posso dizer que foi difícil, porque quando a gente tem um objetivo, tudo o que pra alguns pode parecer dificuldade, passa a ser aprendizado, crescimento. Beijo pra todos aqui no blog

  7. rosa
    janeiro 20, 2014

    Excelente o seu artigo e esclarecedor.Você está na verdade nos prestando um precioso serviço. Que nós aprendamos com isso e nossos governantes aprendam a copiar.

    • Alexia Oliveira
      janeiro 20, 2014

      Ola Rosa

      E comum ver os politicos brasileiros passeando em Paris e muitos tem até apartamentos aqui.
      Eles usam muito do que veem como inspiração para fazer coisas no Brasil. O problema nem são as leis, porque acho que são as mesmas no Brasil, o problema é que o Brasil incentiva o povo a se fazer de vitima.
      Agora é levar com o deboche mundial dos brasileiros falando em racismo entre pessoas de tonalidade de pele praticamente igual (um tom mais claro, um tom mais escuro…). A maioria dos jornais esta comentando que não entendo que racismo é esse, ja que tirando um ou outro loiro de olho azul, o resto é tudo igual visto pelas fotos que publicaram. Um mais escurito que outro, mas longe de serem “negros”, enfim todo mundo como eu, digamos. Aos olhos do mundo ocidental, o que nos chamamos de “branco” ou “negro” no Brasil é tudo “latino”. Tudo igual.
      Eu realmente, pelas fotos, nem vejo diferença entre os “clientes branco ricos” dos shoppings brasileiros, e o pessoal do rolezinho. Talvez so o bone e aparelho nos dentes de alguns “pobres”, mas de resto tudo igual.
      Aqui vai o link para uma foto que esta sendo usada sobre os “negros pobres” do rolezinho.
      http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/01/capa/campinas_e_rmc/142350-rolezinho-marcado-pela-rede-social-mobiliza-pm-em-campinas.html

      • Sidinei Lander da Silva Pereira
        janeiro 24, 2014

        “O problema nem são as leis, porque acho que são as mesmas no Brasil, o problema é que o Brasil incentiva o povo a se fazer de vitima.”

        EXATAMENTE!!!!

        Sustentados por todo ti apoio governamental (bolsa-isso, bolsa-aquilo…),vemos forjar-se diante de nossos olhos embasbacados toda uma geração que “quer ganhar o peixe e não aprende a pescar”.

        Até quando?

  8. Rubria Costa Nogueira Martins
    janeiro 17, 2014

    Alexia…. eu posso publicar o seu artigo no meu face???

    rubria

    • Alexia Oliveira
      janeiro 19, 2014

      Oi Rubia!
      Pode sim! alias agradeço!
      bj
      Alexia

  9. Rubria
    janeiro 17, 2014

    Olá! Como eu gostei desse artigo! As boas maneiras abrem portas…. As regras trazem segurança e respeitabilidade no convívio. Temo que muitos pensam que nós brasileiros somos iguais nos valores… Nos jeitinhos… É indigesto ver o quanto torcem a sua própria conveniência as leis e regras…. Para tirar vantagem…. Fui a França e fui bem recebida… Percebi que a educação que recebi de meus pais, considerada rígida de mais para os nossos padrões só me tem ajudado…. E agradeço a Deus todos os dias… Que Deus nós de sabedoria para não sermos arrebatados com os inconstantes para que não percamos a nossa firmeza…..

    Um abraço de coração… Rubria.

    • Alexia Oliveira
      janeiro 19, 2014

      Ola Rubria

      Desculpe demorar pra colocar os comentarios “no ar”. Cheguei agora de viagem.
      Pois é, o problema no Brasil é que o pessoal na maioria não é educado a respeitar os outros. E hoje em dia pior ainda, os pais até podem querer educar, mas agora ja não se pode fazer mais nada, se bate perde a guarde (depois o jovem apanha da policia quando cresce). Não estou falando em espancamento, claro, mas eu recebi umas palmadinhas na infancia e fiquei de castigo e nunca fiquei traumatizada por isso, hoje em dia os pais ja não podem fazer nada, os professores estão de mãos atadas também.
      Enfim, os frutos são colhidos mais tarde. Quem teve pais que se preocuparam em realmente educar os filhos, ve que valeu a pena.
      Obrigada pelo comentario Rubia!
      bj
      Alexia

  10. Linda Sparano
    janeiro 17, 2014

    Ola Aléxia,tenho acompanhado seus postds e este esta realmente muito bom, quisera chegássemos a tal entendimento de educação e respeito para com todos ,abraços

    • Alexia Oliveira
      janeiro 19, 2014

      Ola Linda

      Obrigada pelo comentario.
      Realmente o problema do Brasil é que tudo é analisado psicologicamente, socialmente, etc. Em vez de ensinar os jovens a como se comportar ficam analisando e justificando o porque deles agirem de maneira xyz. Na verdade todo mundo sempre tem “uma boa desculpa” pra fazer o que faz na vida. Até quem rouba ou mata sempre tem a sua desculpa. Ou é porque tem trauma de infancia, porque estava sob forte emoção, ou foi vitima de violencia, etc. O negocio não é ficar tentando encontrar desculpas para os maus modos, e sim encontrar uma maneira das pessoas entenderem que se querem ser respeitados tem de respeitar também.
      Se alguém esta fazendo baterna em algum local os seguranças devem sim explusar. Não tem nada a ver com cor.
      Abraços e volte sempre Linda!
      Alexia

  11. Sidinei Lander da Silva Pereira
    janeiro 17, 2014

    É isso que diferencia o brasileiro do francês: EDUCAÇÃO.
    Isso e a civilidade, conhecer o seu lugar, saber comportar-se em público…
    Hábitos e costumes pouquíssimo em voga nas Terras Brasilis.
    Lamentavelmente o nível em nosso país está regulado tão absurdamente por baixo que tu és “acusada de racismo frequentemente por “escrever sobre a França”” e chega as raias do absurdo de “Receber e-mails me ameaçando de processo, etc.”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Isso não tem pé nem cabeça!!!!
    Teu blog tem um nível altíssimo de qualidade, respeito e educação.
    Na verdade, eu diria que o artdeviv.com é um legítimo blog francês tanto no assunto como na sua concepção, logo, nem deverias levar em consideração tais grosserias.

    Tanto eu como minha esposa (e acredito que todos os teus leitores) torcemos sempre por ti e desejamos todo o sucesso ao artdeviv.com.

    Abraços!!!

    • Alexia Oliveira
      janeiro 19, 2014

      Ola Sidinei
      Em primeiro lugar peço desculpas a todos por demorar a colocar os comentarios online, escrevi o artigo e sai depois para um fim de semana fora de Paris.
      Realmente, qualquer coisa no Brasil hoje em dia é considerado “racismo”. Criança se comportou mal na escola e professor repreendeu? Foi racismo. E assim vai.
      A quanto ao pessoal querer me processar por racismo, ja recebi emails dizendo que o 25 de maio é muito melhor que a torre eiffel pois fica aberta 24 horas e a torre fecha a noite. Então porque eu não falo da 25 de maio (eu nem sei onde fica esta rua, acho que é em São Paulo)? Enfim, outro email foi que eu deveria falar da Bahia, (eu sou gaucha e nunca fui a Bahia, mas isso é um detalhe, claro). E assim vai…
      Abraços
      Alexia

    • Cesar Ferreira
      fevereiro 16, 2014

      Finalmente achei um espaço onde pensam igual a mim. Parei de me sentir um ET. Infelizmente, enquanto a mentalidade mesquinha do nosso povo não mudar seremos uma nação rica em recursos materiais e pobre em conceitos morais. É muito triste ver a Lei do Gérson como Carta Magna de um país.

      • Alexia Oliveira
        fevereiro 16, 2014

        Ola Cesar!

        Desculpe a demora em colocar o seu comentario “no ar”. Obrigada pela participação. rsrs as vezes nos sentimos mesmos como ets, e o pior, normalmente somos vistos como “politicamente incorretos” (hoje em dia).
        Eu também me surpreendi com tantos comentarios favoraveis ao artigo… Bom saber que não estamos sos.
        Abraços
        alexia